MARTINHO DA VILA
Martinho da Vila, nome artístico de Martinho José Ferreira, nasceu em 12 de fevereiro de 1938 em Duas Barras, Rio de Janeiro, e é amplamente reconhecido como um dos artistas mais importantes da história do samba e da Música Popular Brasileira (MPB). Sua carreira começou nos festivais de música nos anos 1960, alcançando destaque com a canção “Casa de Bamba” e lançando seu primeiro álbum em 1969, que já mostrava sua rica capacidade como compositor e intérprete. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Martinho gravou dezenas de discos e emplacou clássicos como “Canta, Canta, Minha Gente”, “Disritmia” e “Devagar Devagarinho”, tornando-se também um dos primeiros sambistas a ultrapassar a marca de um milhão de cópias vendidas com o álbum Tá Delícia, Tá Gostoso. Além de sua atuação como cantor, Martinho é um compositor prolífico e um pilar na história das escolas de samba, especialmente na Unidos de Vila Isabel — de onde vem seu apelido artístico — tendo criado sambas-enredo memoráveis como “Kizomba: A Festa da Raça”, que levou a escola ao título no Carnaval de 1988, e contribuído para outras conquistas importantes. Sua obra celebra a cultura popular brasileira, a herança africana e temas sociais com sensibilidade poética, o que lhe rendeu reconhecimento tanto no meio musical quanto na sociedade. Martinho da Vila também é autor, pesquisador, jornalista e ativista cultural, com livros publicados e participação em projetos que dialogam com a música, história e identidade afro-brasileira, além de prêmios importantes como o Latin Grammy pelo conjunto da obra. Sua influência transcende gerações, mantendo-se ativo e relevante nas rodas de samba, no Carnaval e na cena musical brasileira até hoje.