NEGUINHO DA BEIJA FLOR
Neguinho da Beija-Flor, cujo nome de batismo é Luiz Antônio Feliciano Marcondes, nasceu em 29 de junho de 1949 em Nova Iguaçu (RJ) e se tornou uma das vozes mais emblemáticas do samba brasileiro, especialmente no cenário do Carnaval carioca. Filho de músico, ele começou a cantar ainda criança e, após estrear como puxador de samba em blocos carnavalescos no início dos anos 1970, foi convidado em 1975 para integrar a Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, onde construiu uma relação profunda e duradoura que o acompanhou por mais de 50 anos. Com sua voz potente e carisma inesquecível, criou o bordão “Olha a Beija-Flor aí, gente!”, que virou marca registrada nas décadas seguintes dos desfiles na Marquês de Sapucaí. Ao longo de sua carreira, Neguinho da Beija-Flor não apenas interpretou dezenas de sambas-enredo que levaram a escola a conquistar múltiplos campeonatos no Carnaval do Rio de Janeiro, como também gravou músicas que se tornaram clássicos do samba e do samba-canção, como “Ângela” e “O Campeão (Meu Time)”, esta última entoada também em estádios de futebol por torcidas de norte a sul do país. Sua discografia começou em 1980 e se estendeu por muitos álbuns e turnês internacionais, além de reconhecimentos importantes como o Prêmio Sharp de Melhor Cantor de Samba em 1991. Em 2025, aos 75 anos, Neguinho da Beija-Flor anunciou sua aposentadoria como intérprete principal na avenida, encerrando uma era histórica de mais de cinco décadas conduzindo os sambas-enredo da Beija-Flor, mas continuando ativo na música e em projetos artísticos. Sua trajetória é marcada não só pelo prestígio no Carnaval carioca, mas também pela influência que exerce sobre toda a cultura do samba no Brasil, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações.